Pessoas vêm e voltam.
Amigos vêm e voltam.
Às vezes não voltam.
Pessoas felizes, calor, presentes, expectativas, festas, cervejas, Janis Joplin.
Sinto saudades daquele que um dia respondeu por “eu”.
Aquele que antes queria ser como eu sou agora.
Será que o processo natural de amadurecer e envelhecer resulta nessa insatisfação eterna? De quando conseguir ser quem desejava ser antes, passar a querer ser outro?
Que ilusão. Que vida injusta, enlouquecedora, Ian Anderson.
Sexta-feira. Vamos embora, é dia de sair! É hora de viver, Jim Morrison.
Beba tudo! Não, não posso, tenho que estudar amanhã. Estudar? Para quê?
Futuro garantido é ir para a cama cedo sempre e perder a infância.
Não consigo explicar, mas estou com saudade de uma época na qual eu sofri demais, mas ao mesmo tempo vivi emoções inexplicáveis. Deixou marcas fortes.
Pessoas legais que eu nunca mais verei, que foram engolidas pelo asfalto da demoníaca zona norte ou estão correndo atrás de seus anseios desesperados, que nem são anseios seus, mas sim impostos por um jornal, por uma vitrine, por um outdoor ou por um programa de TV.
Como eu era sonhador! Eu achava que vivia nos anos sessenta, Jimi Hendrix!
Dormir tarde, acordar cedo, não pensar no amanhã, viver simplesmente pelo prazer, por mais que isso seja delinquentemente infantil, Made in Brazil.
Amigos de infância se foram sem deixar rastros.
Bêbados e drogados geniais, anônimos, que conheci, foram reduzidos a nada e expulsos por uma cidade que gira em torno do Formigão ou que quando quer ser alternativa, fala sobre os “super stars” da banda Los Carbonas.
Eu vou embora deste mundo sem entender porque as pessoas são tão idiotas. Se liga! A vida é uma só! Não perca tempo guardando riquezas e acumulando sentimentos. Distribua abraços e declarações de amor e de amizade. Elogie sempre que sentir vontade. Critique somente quando for muito necessário.
Não tenha vergonha de dizer: “Eu gosto muito de ti”, “Estava com saudade”, “Tu és uma pessoa especial”, “Você está muito bonita hoje”, porque hoje pode ser o último dia que você vai ver alguém. Nunca se sabe, o mundo é muito louco, Syd Barrett.
Não julgue, viva, porque “é urgente”, como escreveu minha mãe maravilhosa.
Assista ao filme “Um estranho no ninho” e grite junto com o Christopher Lloyd na cena final, o mais alto e desesperado que você conseguir. Ou assista a “Felicidade não se compra” e deseje um feliz natal ao James Stewart. Emocione-se, não tenha vergonha de chorar. Liberte-se e expresse-se, Arnaldo Baptista.
“Dizem que sou louco por pensar assim, se eu sou muito louco por eu ser feliz, mais louco é quem me diz e não é feliz.”
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
I don't want change the world!!!
A vida não é uma novela.
Eu não sou o coadjuvante que foi criado para ser infeliz.
Eu não continuei a cena, pois sou um ser real.
Eu penso!
Se o senhor Roberto Marinho foi Muito Além do Cidadão Kane, algumas pessoas hoje em dia vão Muito Além das vítimas do Cidadão Kane.
Mas existe o outro lado, que pode ser até pior.
Pessoas que querem mudar o mundo, ou então que tem o papinho de “eu vou mudar o meu mundo” e começam a ter atitudes tidas como ‘cult’.
Declaram que são alternativas (essa palavra começou a me causar repugnância), ou que são de esquerda (só porque leram os livros do Marx), ou acham que são especiais só porque não assistem a globo (loucas para assistir o programa da Angélica ou a malhação).
Fazer sempre o contrário do que o Mr. Kane manda também é ser vítima dele, é admitir que ele realmente é muito influente e dono das vontades.
“As pessoas pensam o que o quero que eles pensem”.
Eu sou eu.
A vida sou eu e todas as pessoas que eu amo! Se Europa, África e Ásia explodirem inteiras, vou ligar para casa, para a meia dúzia de amigos e se eles estiverem bem, para mim a explosão não vai ter significado nada, além de mais um tema que vai cair no vestibular do ano que vem.
O comunismo não vai mudar a vida de ninguém.
Marx e Engel já são simplesmente restos mortais e pessoas das quais eu jamais seria amigo.
As eleições são importantes, mas eu jamais deixaria de ficar em casa descansando para “lutar pela causa, porque só a luta muda a vida”. Ela até muda, porque você vai deixar de viver em nome dela.
“Viver é melhor que sonhar” “Qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa” “Eles venceram, o sinal está fechado para nós que somos jovens”, “hoje eu sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude, está em casa, guardado por Deus contando vil metal”.
Uhhuuuuuuuuuuu, vou entrar para a luta estudantil, ser o salvador da pátria e quando morrer serei lembrado como herói e defensor incansável da classe trabalhadora. (hahahahahahha) Além disso, vou virar nome de rua e ser estudado pelos alunos de história e de ciências políticas da UFRGS, que estarão usando All Star e discursando sobre Che Guevara e Fiel Castro! Meu nome será ‘Trouxa Vidal Domingues’.
Eu não sou o coadjuvante que foi criado para ser infeliz.
Eu não continuei a cena, pois sou um ser real.
Eu penso!
Se o senhor Roberto Marinho foi Muito Além do Cidadão Kane, algumas pessoas hoje em dia vão Muito Além das vítimas do Cidadão Kane.
Mas existe o outro lado, que pode ser até pior.
Pessoas que querem mudar o mundo, ou então que tem o papinho de “eu vou mudar o meu mundo” e começam a ter atitudes tidas como ‘cult’.
Declaram que são alternativas (essa palavra começou a me causar repugnância), ou que são de esquerda (só porque leram os livros do Marx), ou acham que são especiais só porque não assistem a globo (loucas para assistir o programa da Angélica ou a malhação).
Fazer sempre o contrário do que o Mr. Kane manda também é ser vítima dele, é admitir que ele realmente é muito influente e dono das vontades.
“As pessoas pensam o que o quero que eles pensem”.
Eu sou eu.
A vida sou eu e todas as pessoas que eu amo! Se Europa, África e Ásia explodirem inteiras, vou ligar para casa, para a meia dúzia de amigos e se eles estiverem bem, para mim a explosão não vai ter significado nada, além de mais um tema que vai cair no vestibular do ano que vem.
O comunismo não vai mudar a vida de ninguém.
Marx e Engel já são simplesmente restos mortais e pessoas das quais eu jamais seria amigo.
As eleições são importantes, mas eu jamais deixaria de ficar em casa descansando para “lutar pela causa, porque só a luta muda a vida”. Ela até muda, porque você vai deixar de viver em nome dela.
“Viver é melhor que sonhar” “Qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa” “Eles venceram, o sinal está fechado para nós que somos jovens”, “hoje eu sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude, está em casa, guardado por Deus contando vil metal”.
Uhhuuuuuuuuuuu, vou entrar para a luta estudantil, ser o salvador da pátria e quando morrer serei lembrado como herói e defensor incansável da classe trabalhadora. (hahahahahahha) Além disso, vou virar nome de rua e ser estudado pelos alunos de história e de ciências políticas da UFRGS, que estarão usando All Star e discursando sobre Che Guevara e Fiel Castro! Meu nome será ‘Trouxa Vidal Domingues’.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Felicidade
Será que vale a pena fica pensando sobre fazer ou não algo? Acho que a felicidade consiste em não pensar. Porque para nos sentirmos felizes, quem precisa estar satisfeita é a nossa vontade. Logo, a nossa vontade de tomar determinada decisão ou de dizer determinada frase deve ser colocada em prática, para alcançarmos a felicidade.
Quem precisa ser feliz sou eu, portanto, as minhas escolhas precisam ser baseadas somente em mim, na minha vida e nas minhas experiências, não em nenhuma outra pessoa.
Não tome decisões olhando para a vida do seu vizinho e nem mesmo para a vida de sua mãe.
Quem precisa ser feliz sou eu, portanto, as minhas escolhas precisam ser baseadas somente em mim, na minha vida e nas minhas experiências, não em nenhuma outra pessoa.
Não tome decisões olhando para a vida do seu vizinho e nem mesmo para a vida de sua mãe.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Quem sou eu?
Vamos lá.
Segunda tentativa:
Tenho facilidade para fingir que estou bem quando estou morrendo por dentro.
Tenho dificuldade para acordar quando dormi menos de 6 horas.
Tenho facilidade para prever as atitudes das pessoas que eu conheço bem.
Tenho dificuldade para aceitar que a vida é um jogo jogado, previsível.
Tenho facilidade ao aproveitar o presente.
Tenho dificuldade de pensar no futuro.
Tenho facilidade para conhecer as pessoas.
Tenho dificuldade de fazer grandes amizades, sempre mantenho certa distância.
Tenho facilidade de convivência comigo mesmo, sou meu grande amigo.
Tenho dificuldade de aceitar a “evolução” imposta, a obrigação de trocar o DVD pelo Blue-Ray. (Sim, porque daqui a dois anos, no máximo, os lançamentos existirão apenas no maldito Blue-Ray. E lá vamos nós pagar em dez vezes).
Tenho aversão à tecnologia. Estou escrevendo em um blog. Além disso, tenho Orkut, MSN e Twitter.
Odeio quem fica sentado esperando pela sorte. Vivo sonhando em ganhar na Quina ou na Mega.
Critico duramente jogadores que não são objetivos no futebol. Sempre que jogo, tento fazer gol de calcanhar ou de bicicleta.
Odeio que façam julgamentos precipitados sobre alguma coisa. Recuso-me a ouvir com atenção uma banda internacional que tenha surgido depois de 1980.
Será que eu sou tão maluco assim? Ou será que são quase todas as outras pessoas que não admitem suas dúvidas, loucuras e contradições?
Eu acho legal expor sentimentos tão inexplicáveis, é minha tentativa de me enquadrar em algum diagnóstico ou quadro psiquiátrico.
Será que isso é uma doença? Ou será simplesmente uma coragem e sinceridade fora dos padrões? Eu prefiro questionar e criticar a mim mesmo antes de fazer o mesmo com o mundo, com o Bush, com o Bin Laden, com o técnico do meu time, etc.
A princípio, você sabe quais seriam suas atitudes se você fosse presidente do mais importante e influente país do mundo? E se fosse técnico de um time que está completando cem anos de história? Criticar é fácil...
Iiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhh!!! Acho bom parar por aqui, porque quando começo a me indignar contra as indignações e opiniões da maioria das pessoas, eu enlouqueço. You better sleep. Here I go.
Segunda tentativa:
Tenho facilidade para fingir que estou bem quando estou morrendo por dentro.
Tenho dificuldade para acordar quando dormi menos de 6 horas.
Tenho facilidade para prever as atitudes das pessoas que eu conheço bem.
Tenho dificuldade para aceitar que a vida é um jogo jogado, previsível.
Tenho facilidade ao aproveitar o presente.
Tenho dificuldade de pensar no futuro.
Tenho facilidade para conhecer as pessoas.
Tenho dificuldade de fazer grandes amizades, sempre mantenho certa distância.
Tenho facilidade de convivência comigo mesmo, sou meu grande amigo.
Tenho dificuldade de aceitar a “evolução” imposta, a obrigação de trocar o DVD pelo Blue-Ray. (Sim, porque daqui a dois anos, no máximo, os lançamentos existirão apenas no maldito Blue-Ray. E lá vamos nós pagar em dez vezes).
Tenho aversão à tecnologia. Estou escrevendo em um blog. Além disso, tenho Orkut, MSN e Twitter.
Odeio quem fica sentado esperando pela sorte. Vivo sonhando em ganhar na Quina ou na Mega.
Critico duramente jogadores que não são objetivos no futebol. Sempre que jogo, tento fazer gol de calcanhar ou de bicicleta.
Odeio que façam julgamentos precipitados sobre alguma coisa. Recuso-me a ouvir com atenção uma banda internacional que tenha surgido depois de 1980.
Será que eu sou tão maluco assim? Ou será que são quase todas as outras pessoas que não admitem suas dúvidas, loucuras e contradições?
Eu acho legal expor sentimentos tão inexplicáveis, é minha tentativa de me enquadrar em algum diagnóstico ou quadro psiquiátrico.
Será que isso é uma doença? Ou será simplesmente uma coragem e sinceridade fora dos padrões? Eu prefiro questionar e criticar a mim mesmo antes de fazer o mesmo com o mundo, com o Bush, com o Bin Laden, com o técnico do meu time, etc.
A princípio, você sabe quais seriam suas atitudes se você fosse presidente do mais importante e influente país do mundo? E se fosse técnico de um time que está completando cem anos de história? Criticar é fácil...
Iiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhh!!! Acho bom parar por aqui, porque quando começo a me indignar contra as indignações e opiniões da maioria das pessoas, eu enlouqueço. You better sleep. Here I go.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Cachoeirinha do Sul
É tão bom passar um fim de semana na minha terra.
Quando saio aqui, a impressão é que voltei a ter meus 17 anos.
Que saudade.
Cachoeira ainda é a mesma, uma vida mais introspectiva e romântica.
Churrasco, Arnaldo Baptista, futebol, amigos, pais, família,
que maravilha!
(opa, a rima foi sem querer)
Quando saio aqui, a impressão é que voltei a ter meus 17 anos.
Que saudade.
Cachoeira ainda é a mesma, uma vida mais introspectiva e romântica.
Churrasco, Arnaldo Baptista, futebol, amigos, pais, família,
que maravilha!
(opa, a rima foi sem querer)
domingo, 9 de agosto de 2009
Quem sou eu?
Pegando as opiniões dos meus pais, dos meus ídolos e de todas as pessoas com as quais eu convivi ou convivo, juntando com as experiências que eu passei, com minhas leituras e com as músicas que ouço, chego à resposta para essa pergunta. Porque esse papinho de que “eu tenho personalidade” não existe. Personalidade é uma soma de fatores, e nós, idiotas, achamos que somos únicos e que ninguém nunca foi como a gente.
Há dois séculos nasceu um carinha, que naquele momento era exatamente como eu, mas por nascer ao lado de um pai que adorava comer peixe cru, essa foi sua comida preferida por toda a vida. Mas eu jamais comeria peixe cru.
Hoje me considero um roqueiro de verdade, porque lá no ano de 2003, li uma lista com as maiores bandas da história do rock, e aquilo causou uma curiosidade incrível em mim. Pesquisei, ouvi, e percebi que aquelas bandas eram realmente maravilhosas. Mas será que se eu ouvisse aquelas mesmas músicas, um ano antes, elas iriam me agradar como me agradaram?
E se eu tivesse nascido em Londres em 1950, ao lado de uma casa de shows onde Beatles, Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull e Queen tocassem? Certamente se eu lesse uma lista com os maiores nomes do blues, iria querer ouvir só Robert Johnson, Muddy Waters e Ledbelly, e acharia todas aquelas bandas que tocavam ao lado da minha casa um saco. E as chamaria com desprezo de ‘as bandinhas da moda’.
Devemos admitir que essa é a realidade. Não existe nada errado, nem nada certo, nem música ruim, nem boa. Opinião própria é lenda, nem mesmo Adão e Eva a tinham. E é de lá que vem essa metamorfose louca.
Tudo isso para explicar que NADA é por acaso, e que se algo acontecer na sua vida, leve a sério. Não despreze nenhum de seus preciosos dias.
Há dois séculos nasceu um carinha, que naquele momento era exatamente como eu, mas por nascer ao lado de um pai que adorava comer peixe cru, essa foi sua comida preferida por toda a vida. Mas eu jamais comeria peixe cru.
Hoje me considero um roqueiro de verdade, porque lá no ano de 2003, li uma lista com as maiores bandas da história do rock, e aquilo causou uma curiosidade incrível em mim. Pesquisei, ouvi, e percebi que aquelas bandas eram realmente maravilhosas. Mas será que se eu ouvisse aquelas mesmas músicas, um ano antes, elas iriam me agradar como me agradaram?
E se eu tivesse nascido em Londres em 1950, ao lado de uma casa de shows onde Beatles, Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull e Queen tocassem? Certamente se eu lesse uma lista com os maiores nomes do blues, iria querer ouvir só Robert Johnson, Muddy Waters e Ledbelly, e acharia todas aquelas bandas que tocavam ao lado da minha casa um saco. E as chamaria com desprezo de ‘as bandinhas da moda’.
Devemos admitir que essa é a realidade. Não existe nada errado, nem nada certo, nem música ruim, nem boa. Opinião própria é lenda, nem mesmo Adão e Eva a tinham. E é de lá que vem essa metamorfose louca.
Tudo isso para explicar que NADA é por acaso, e que se algo acontecer na sua vida, leve a sério. Não despreze nenhum de seus preciosos dias.
Vá pensando
As pessoas, nos dias de hoje, preocupam-se muito mais com o que vão comer no almoço do que com a opinião e com o bem estar de suas ditas pessoas amadas.
O que vale mais? Um prato de batatas fritas ou um abraço? Um novo emprego ou uma noite em paz? O tal futuro que daqui a um minuto será presente ou o presente que amanhã será passado? A felicidade mostrada nos reclames do plimplim ou uma conversa franca com seu pai, sua mãe, sua avó? Aliás, faz quanto tempo que você não pára (socorro maldita reforma ortográfica) para conversar sobre a vida com alguém que realmente faz parte da sua história? O que vale o homem? É um puta varão ou um ‘João Ninguém’. (tenho que citar meus ídolos, hehehehe. Dá-lhe Marceleza).
Porque que em 96 eu tinha que me preocupar com 97, e em 97 tinha que me preocupar com 98, em 98 tinha que me preocupar com 99, em 99 tinha que me preocupar com 2000(além da preocupação com a profecia de Nostradamus, é claro.), em 2000 tinha que me preocupar com 2001, em 2001 tinha que me preocupar com 2002, em 2002 tinha que me preocupar com 2003, em 2003 tinha que me preocupar com 2004, em 2004 tinha que me preocupar com 2005, em 2005 tinha que me preocupar com 2006, em 2006 tinha que me preocupar com 2007, em 2007 tinha que me preocupar com 2008 e em 2008 tinha que me preocupar com 2009? Essa deve ser mais uma dessas perguntas sem resposta.
Vou morrer no ano com o qual perdi todo o ano anterior preocupado. Vai ter alguém para levar o caixão. E por favor, meus setenta e oito CDs (uuhhhuu, já são quase oitenta) devem ser entregues com muito carinho nas mãos de setenta e oito pessoas que tenham entre treze e dezesseis anos e muita, mas muita vontade de mudar o mundo. Pena que não vão conseguir.
E um dia eles vão perceber o que o Belchior já havia percebido há muito tempo:
“Que nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”
O que vale mais? Um prato de batatas fritas ou um abraço? Um novo emprego ou uma noite em paz? O tal futuro que daqui a um minuto será presente ou o presente que amanhã será passado? A felicidade mostrada nos reclames do plimplim ou uma conversa franca com seu pai, sua mãe, sua avó? Aliás, faz quanto tempo que você não pára (socorro maldita reforma ortográfica) para conversar sobre a vida com alguém que realmente faz parte da sua história? O que vale o homem? É um puta varão ou um ‘João Ninguém’. (tenho que citar meus ídolos, hehehehe. Dá-lhe Marceleza).
Porque que em 96 eu tinha que me preocupar com 97, e em 97 tinha que me preocupar com 98, em 98 tinha que me preocupar com 99, em 99 tinha que me preocupar com 2000(além da preocupação com a profecia de Nostradamus, é claro.), em 2000 tinha que me preocupar com 2001, em 2001 tinha que me preocupar com 2002, em 2002 tinha que me preocupar com 2003, em 2003 tinha que me preocupar com 2004, em 2004 tinha que me preocupar com 2005, em 2005 tinha que me preocupar com 2006, em 2006 tinha que me preocupar com 2007, em 2007 tinha que me preocupar com 2008 e em 2008 tinha que me preocupar com 2009? Essa deve ser mais uma dessas perguntas sem resposta.
Vou morrer no ano com o qual perdi todo o ano anterior preocupado. Vai ter alguém para levar o caixão. E por favor, meus setenta e oito CDs (uuhhhuu, já são quase oitenta) devem ser entregues com muito carinho nas mãos de setenta e oito pessoas que tenham entre treze e dezesseis anos e muita, mas muita vontade de mudar o mundo. Pena que não vão conseguir.
E um dia eles vão perceber o que o Belchior já havia percebido há muito tempo:
“Que nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”
Assinar:
Postagens (Atom)