terça-feira, 16 de abril de 2013

Metallica, mais um gigante no Rock in Rio


O Metallica sempre é garantia de energia, sucessos e público animado em todos os shows que faz. No Rock in Rio 2013 não será diferente. Na apresentação do dia 19 de setembro, no palco Mundo do festival, James Hetfield (vocais), Lars Ulrich (bateria) Kirk Hammet (guitarra)  e Robert Trujillo(baixo) tocarão os sucessos arrebatadores dos seus mais de trinta anos de carreira.
Após rodar a Europa tocando na íntegra o seu disco mais clássico, o Black Álbum, de 1991, a banda vem ao Brasil como uma das mais esperadas, pronta para executar ‘Master of Puppets’, ‘Enter Sandman’ e 'Seek and Destroy’, entre outras. Nas últimas duas edições do Rock in Rio, os californianos conseguiram agitar o público que já estava, naquela oportunidade, cansado por ter ficado horas de pé.
A partir do disco de estréia, Kill’em All, de 1983, se passaram oito anos até as músicas do Metallica começarem a tocar nas rádios incessantemente. Feito raro para uma banda de Heavy Metal. Depois desse estouro comercial, em 1991, o restante da década não foi boa. As gravações de Load (1995), Reloaded (1996) e Garage Incorporation (1997) não agradaram a maior parte dos fãs. Além disso, o século XXI não começo bem para o Metallica, que chegou a processar alguns fãs por eles terem baixado músicas do grupo na Internet, no ano de 2003, quando foi lançado o disco mais controverso , St. Anger, amado e odiado com a mesma intensidade. 
Quatro anos após “lavar a roupa suja” em público, expondo todas as intrigas entre seus integrantes no documentário Some Kind of Monster, em 2004, o Metallica retomou o sucesso com o lançamento de Death Magnetic. Os riffs e os solos eram o mais próximo possível da fase mais criativa da banda. Desde então, lotam estádios e estão entre as atrações que mais geram expectativas no público do Rock In Rio.

Iron Maiden de volta ao Rock in Rio

A Donzela de Ferro volta ao Brasil para se apresentar no palco Mundo do Rock in Rio, no domingo, dia 22 de setembro. A banda já gravou inclusive CD e DVD no festival, em 2001, e estará presente novamente, dessa vez com a turnê em homenagem ao álbum Seventh son of a seventh son, de 1988. Eles têm uma grande identificação com o público brasileiro e vêm frequentemente para cá, inclusive tocando em cidades que não costumam entrar na rota de atrações internacioanais, como Recife, Maceió e Manaus.
Canções como The Clairvoyant e Moonchild raramente são executadas ao vivo e estão no novo setlist. As clássicas ‘The number of the Beast’, ‘The Trooper’ e ‘Run to the Hills também marcarão presença. Em contra-partida, ‘Hallowed be thy name’, de1982, saiu do repertório do Maiden depois de 30 anos.
Liderada pelo baixista Steve Harris, a formação é a mesma desde 2000, e se completa com Bruce Dickinson nos vocais, Nicko McBrain na bateria e Adrian Smith, Janick Gers e Dave Murray no trio de guitarras. O tecladista convidado Michael Kenney completa o grupo. O mascote da banda, Eddie, é praticamente um oitavo membro, pois está presente nas capas de todos os discos e  sempre "sobe" ao palco junto com seus "companheiros".
Reunindo um grande público no país em todas suas passagens, o Iron Maiden promete mais um memorável espetáculo aos metaleiros brasileiros, recheado de sucessos. Claro, para aqueles que conseguiram garantir seus ingressos, pois as entradas acabaram em quatro horas, deixando muita gente de fora. Três dias antes, o Metallica se apresentará no mesmo palco.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Marco Feliciano é um servo de Deus"

Em entrevista concedida na noite do último domingo, o pastor Fernando Porto, da Igreja Quadrangular de Porto Alegre,  garantiu estar ao lado de Marcos Feliciano. Chamando-o de “servo de Deus”, afirmou que o deputado não quer o mal dos gays, mas levar as leis do Senhor a eles.  O religioso disse que “muitas vezes a palavra de Deus confronta as pessoas”, mas elas não aceitam a correção e ficam ofendidas, o que, de acordo com ele, ocorre com os homossexuais, que são "pecadores e necessitam de arrependimento".
Entrevista com pastor Fernando Porto

Muito se fala atualmente na influência da religião na política. Há pouco tempo, as associações religiosas eram escutadas, mas não tinham poder efetivo de decisão. Neste ano, com a eleição do pastor Marco Feliciano para a presidência da comissão dos direitos humanos, os evangélicos conquistaram um espaço importante. Negros e homossexuais tinham sido ofendidos com frases fortes no twitter do crente, e desde quando ficaram sabendo da eleição dele, os defensores das minorias protestam incansavelmente em todo o Brasil.

A professora de história da UFRGS Céli Pinto disse, em entrevista, que considera absurdo “uma pessoa que não pratica os direitos humanos presidir a comissão” e lamentou o fato de muitos brasileiros concordarem com ele. Dia 12 de abril, o site do G1 promoveu uma votação perguntando se as pessoas são a favor do casamento gay e o resultado anda no mesmo sentido da opinião de Céli. Os intelectuais, em geral, temem as atitudes do novo presidente. Caetano Veloso, por exemplo, classificou Feliciano como "um homem irado".

“O pastor Marco Feliciano precisa expor suas opiniões”, declarou Fernando, argumentando que a igreja evangélica é só mais uma a entrar na política. O pastor acredita que muitos defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo na igreja somente para ridicularizá-la. Ele falou que várias representações da sociedade participam das decisões do país. Portanto, por mais que "as religiões muitas vezes beneficiem alguns", elas precisam interferir.

Ele lembrou que quando uma pessoa mata a outra, ela é condenada. Então, “não precisa criar uma lei para beneficiar os homossexuais”, pois todos são iguais e devem ser protegidos da mesma forma.
Fernando Porto garantiu que não tem “nada contra os gays, nem contra as lésbicas”, mas reitera que eles são, sim, “contra as leis de Deus e que precisam de cura”. Feliciano declarou, recentemente, que não pretende deixar seu cargo, apesar das manifestações de boa parte da população.